Ter compulsão alimentar, a meu ver, é como ser viciado em alguma droga.
Sei que já fiz essa comparação aqui no blog, mas quero me extender mais no assunto.
Ser viciado é ser dependente de alguma substância que, quando utilizada, gera prazer. Ter compulsão alimentar também.
O viciado vê na droga a fuga para sua realidade ruim, suas angústias, anseios, medos, carências e ansiedades. O compulsivo alimentar também.
A droga, quando utilizada, proporciona alterações químicas capazes de gerar satisfação e fuga momentânea da realidade. Com a comida também é assim.
Ambas provocam efeitos colaterais, tanto físicos (como consequências no corpo) quanto psicológicos, como a famosa ressaca moral, arrependimento, sensação de decepção e vontade de não repetir mais o ato.
Até que, um tempo depois, a vontade vem à tona e foge do controle, fazendo com que viciado e comedor compulsivo recorram novamente a este ciclo de compensação e frustração.
Geralmente, as pessoas se drogam ou comem em excesso, sem limites, às escondidas. Sentem vergonha deste ato e não querem que os outros saibam. Escondem qualquer vestígio que possa entregá-los.
Em ambos os casos, é fundamental que o indivíduo reconheça que precisa de ajuda, e despenda de muito esforço e força de vontade para lutar contra as tentações.
Acabei de pensar em tudo isso porque descobri onde minha mãe esconde os chocolates (a meu pedido), "roubei" uma caixa e acabei com ela sozinha. Escondi em minha mochila na esperança de que minha mãe não dê falta dela, e amanhã vou jogar numa lixeira, na rua, para que ninguém em minha casa perceba.
Agora estou arrependida, com vergonha do meu ato, além de estar com ânsia, estômago e cabeça "pesados", super mal por não conseguir me controlar e, principalmente, por agir de modo tão feio...
Fiquei preocupada com essa minha atitude de "roubar" chocolate, "esconder" a caixa... Acho que este já é um ponto vergonhoso, e espero não mais repeti-lo.