sexta-feira, 27 de abril de 2007
* Véspera *
quinta-feira, 26 de abril de 2007
* Texto de uma amiga *
Hoje tinha tudo pra ser um 3º dia perfeito, mas ontem a noite além da janta, comi um prato de aveia e agora, antes das 9h já comi, além do café,
10 bolachas água e sal e um batom.
Queria entender porque eu ajo assim, porque eu estou sempre a ponto de explodir. Porque eu não encontro um ponto de equilíbrio e foco num futuro magro?
Mas, sabe, não vou desistir por causa dessa burrada que eu fiz ontem a noite e hoje pela manhã. Tenho o dia todo pra reverter essa situação e ainda, tenho a vida inteira pra ser magra.
terça-feira, 24 de abril de 2007
* Para Amanda *
segunda-feira, 23 de abril de 2007
* De volta...*
AMANDA
Como foi o almoço na igreja?
Obrigada por estar sempre aqui...
quinta-feira, 19 de abril de 2007
* Para Amanda *
* Batalha na cabeça *
quarta-feira, 18 de abril de 2007
* Para Amanda *
* Texto super interessante!!! *
terça-feira, 17 de abril de 2007
* chocolate...*
* Para Carlinha, Mari e Amanda *
Mas agora estou vendo que preciso me gostar e me cuidar.
segunda-feira, 16 de abril de 2007
* Perdi a batalha, não a guerra *
sábado, 14 de abril de 2007
* Recadinhos *
quarta-feira, 11 de abril de 2007
* Importância de se alimentar bem *
segunda-feira, 9 de abril de 2007
* Para A.C.O *
* Só por hoje *
domingo, 8 de abril de 2007
* Para A.C.O *
No meu caso, não estou comendo porque ainda preciso dessa fase de "abstinência". Sei que uma mordida no chocolate me faria comer o ovo da páscoa inteiro, de uma vez só.
Não tenho limites.
Espero que tenha comido os chocolates com o maridão e curtido bastante esse feriado.
* Uma pequena vitória *
quinta-feira, 5 de abril de 2007
* Prova de fogo *
Esse feriado e os demais dias vão ser muito complicados, acredito. Minha mãe ganhou muitos chocolates, colombas, bombons. E eu nunca resisti a isso. Mas esse ano vou ter que resistir.
Além do mais, daqui a pouco vou viajar. Na praia, o que tem para comer são só as besteiras das barraquinhas e os sorvetes por quilo que eu tanto adoro. Mas também não vou comprar nada, em nenhum desses lugares.
No hotel, a fartura é muita. Sempre fui para lá pensando apenas em comer. Mesmo se o tempo não tivesse bom não havia problema.. O que eu queria era comer!
Agora vou mudar o meu modo de pensar. Comer bastante salada, não comer a sobremesa, não ficar beliscando à tarde. Estou com medo de não resistir. Vou ter que ser muito, muito, muito forte.
Se eu conseguir passar por essa aprovação, vou ser uma pessoa mais realizada, pois conseguirei provar para mim mesma que tenho força.
Espero não ter que voltar com um post decepcionante para mim e para quem torce por mim.
Boa Páscoa!
* Influência familiar *
quarta-feira, 4 de abril de 2007
* Para A.C.O *
Podemos fraquejar, mas não vamos desistir...
* Dó do desperdício *
terça-feira, 3 de abril de 2007
* Fome X Vontade de comer *
Ainda não me ajudou muito conseguir separar, pois a vontade prevalece e eu sempre como exageradamente. Mas é porque ainda não consigo respeitar os meus limites e o que meu organismo pede. Sei que posso continuar comendo as coisas que eu gosto se eu souber parar quando estiver saciada.
Mas mesmo assim eu me forço comer mais e mais e mais. É uma necessidade estranha, como se eutivesse que preencher com a comidaum vazio que há dentro de mim. Resta saber que vazio é esse... O que será que me faz precisar comer tanto?
Há o sentimento de prazer e felicidade, mas ele é muito rápido. Logo vem a tristeza. É como a drogadição, e embora a dependência química de ambos seja difícil de ser comparada, a dependência psicológica é equivalente.
Mesmo sem fome tenho vontade de comer.
segunda-feira, 2 de abril de 2007
* Para Lica e A.C.O *
* Bola de neve*
Mas o "amanhã" nunca chega...
* Final de semana: muita força de vontade! *
Esses dois dias estão sendo particularmente difíceis para mim.
Ontem, amigo secreto de chocolate, todos abrindo seus ovos e distribuindo bombons. Eu apenas olhando, sem aceitar um só chocolate.
Infelizmente, não tenho o controle de "só um". Sei que, se eu começo, não consigo mais parar.
Foi difícil, mas consegui resistir.
À noite comi 2 pedaços de pizza. Minha única estripolia nestes 4 dias em que me propus a ser uma pessoa controlada. Fiquei com remorso, 1 pedaço já me deixaria satisfeita, mas também vou tentar não ser tão carrasca comigo mesma, e dar destaque aos chocolates que não comi.
Hoje, almoço de família, na hora da sobremesa me retirei da mesa. Meus pais ficaram insistindo para que eu comece apenas um pedacinho da torta de limão.
Meu pai, chateado, disse que então era para jogar fora, pois ele havia comprado para mim.
Eu briguei, dizendo que já havia pedido para que eles não comprassem mais nada para mim.
Fiquei muito chateada, é horrível falar "não" para um doce, e mais horrível ainda sentir que estou recusando um carinho do meu pai. Sinto que ele vai ficar triste, sei que ele comprou para me agradar, mas quero dar um basta nessa história de comer porque meus pais compram para mim, e comer para agradá-los.
Sei que a intenção deles é me ver feliz, e que comprar coisas para comer é um modo de me agradar. Mas os resultados não me agradam. Se eu tivesse comido apenas um pedacinho na sobremesa, provavelmente até o fim do dia eu já teria devorado a torta inteira.
domingo, 1 de abril de 2007
* Para A.C.O *
Espero que venha, sim, mais vezes aqui. Que possa se identificar com algumas coisas, compartilhar outras, e com isso possamos nos ajudar.
Gostaria que com o tempo o blog fosse mais conhecido, e outras pessoas também participassem.
Mas só de saber que alguém soube um pouco sobre mim, compreendeu o que passo e confiou em falar um pouco de si, para mim já é motivo de grande felicidade!!
* Auto estima *
Quando respondi isso, estava pensando nas "porcarias" que como diariamente: frituras, chocolates, bolachas, sanduíches. Mas pouco depois vi a resposta por outro ângulo: eu estava dizendo que eu era uma porcaria, estava falando de mim mesma, enquanto pessoa!!!
Não foi essa minha intenção, mas era isso que, de fato, eu estava achando.
E esse desamor por mim mesma atrapalha (e muito!) que eu consiga comer menos.
A prévia que eu dei no post sobre o início da minha compulsão já faz com que as pessoas imaginem o quanto foi difícil eu ter uma boa auto-estima. Na infância e adolescência, que são as raízes da construção da nossa auto-estima, eu fui uma garota triste, gorda, sem amigos e rejeitada. A realidade que tinha era a de que eu não era uma pessoa legal a ponto dealguém querer minha companhia ou bonita a ponto de alguém se interessar por mim.
Pelo contrário, os fatos mostravam que eu não era interessante, agradável ou boa o suficiente para ter amigos e ser aceita.
Mesmo com a mudança dessa minha realidade, essa raiz está plantada dentro de mim. E ela dá sinais mesmo quando eu não percebo. Se estou iniciando um relacionamento amoroso, o "diabinho" aparece para falar que com o tempo ele não vai gostar de mim, que eu não sou atraente, inteligente e especial.
E essa depreciação faz com que eu não me ame. E não me amando eu acabo sem me preocupar muito comigo mesma. E sem essa preocupação eu como; porque comendo eu me conforto da mágoa por não me achar uma pessoa boa, e também porque eu penso queeu não tenho nada a perder, e porque me culpo e me puno pela minha compulsão.
Ou seja, já que eu sei que o comer compulsivo me deixa mal, vou comer para que eu fique mal, pois eu não mereço ser feliz mesmo...
É engraçado como algo que eu uso para me dar carinho e me fazer bem é o mesmo que eu uso como castigo.
Esse pensamento chega a ser doentio, é horrível! Mas quanto mais eu como, menos eu me gosto. E sem eu me gostar, eu não tenho motivação para cuidar de mim... e aí como mais!!
* Como tudo começou *
O que sei é que, quando bebê,eu não aceitava os alimentos. Minha mãe chegou a achar que eu fosse morrer, pois tudo o que ela me dava era posto para fora. Até que ela começou afazer umas sopinhas e eu aceitei. Aceitei bem demais, inclusive, e desde então passei a ser "boa de garfo".
Minha irmã, ao contrário, era bem seletiva, e comia pouca coisa. Percebi, atravésda minha terapia, que talvez eu comesse bastante para agradar meus pais e mostrar que eles não precisavam se preocupar comigo, já que em muitos outros aspectos eu semprei dei muito trabalho e preocupação.
O tempo foi passando e, como já era previsível pelo meu histórico alimentar, tornei-me uma adolescente gorda. Não sei se cheguei a ser obesa, acho que não, mas era muito gorda. Esse foi um dos fatores agravantes para que eu não fosse aceita em meu colégio. Pela minha aparência física, fui discriminada e isolada.
Assim, como não tinha amigos e era muito triste, passava minhas tardes assistindo TV e comendo bolachas recheadas. Acredito que foi nesse momento que, de fato, a compulsão alimentar apareceu. As bolachas (e demais lanches como sanduíches, pipocas e chocolates) eram minha única companhia e fonte de prazer.
Comer ficou associado à fuga de uma realidade triste, e à companhia e ao afeto, pois eu sentia carinho e amparo naquele lanchinho que estava comigo naquelas tardes, e me deixava mais feliz.
O tempo foi passando e muita coisa aconteceu. Mudei de ambiente, fiz amigos, emagreci, tornei-me uma pessoa feliz. Não lembro mais aquela gordinha triste, quieta e solitária. Tanto que muitas pessoas nem imaginam que eu sofra com a compulsão alimentar.
Mas ainda tenho muito o que resolver em minha vida. Por mais que eu esteja feliz e rodeada de amigos, ainda tenho tristezas, inseguranças, decepções, ansiedades.
E ainda vejo a comida como minha válvula de escape.